COLÉGIO SANTA CRUZ
PLANO DIRETOR
SANTA CRUZ SCHOOL
MASTER PLAN

BREVE HISTÓRICO

A "Congrégation de Sainte Croix" veio do Canadá para o Brasil em 1952. Fundou o Colégio Santa Cruz, cuja primeira sede ficava no bairro central de Higienópolis, mas que logo mudou para um terreno de várzea de 50.000 metros quadrados, quase na margem do Rio Pinheiros, onde está implantado até hoje.

Em 1957 foram construídos dois prédios de quatro salas de aula cada para o Ensino Fundamental, assim como um refeitório e a casa dos padres. No plano diretor, estes prédios foram mantidos por serem construções históricas, em bom estado de conservação e com ótima concepção arquitetônica do Arquiteto Roberto Tibau.

Em 1960 é inaugurado o curso do colegial, num edifício de 2 andares, com as salas de aula em cima e escritórios no térreo.

Até 1974, o curso do Ensino Fundamental é complementado com 4 salas de aula individuais, paralelas à Rua Orobó e denominadas “Canadá”. A pedido da escola, estas salas foram mantidas no Plano Diretor. O salão de festas também foi inaugurado nesta época e foi ampliado mais tarde para servir como pátio de recreio. Foi denominado pátio azul por causa da cor do piso, qualidade que mantivemos no projeto do novo pátio.

As demandas por espaços adicionais do ensino fundamental continuaram e o edifício “Irmão André” foi inaugurado em 1985, primeiro edifício do Ensino fundamental a ter 2 andares (Térreo +1 pavimento).

Entre 1985 e 2007, a combinação de necessidades espaciais sempre crescentes e a falta de um planejamento global resultou em construções novas do tipo “puxadinho”, o que deteriorou muito a qualidade de todos os espaços.

BRIEF HISTORY

The "Congrégation de Sainte Croix" came from Canada to Brazil in 1952. It founded Santa Cruz School, whose first headquarters was settled in the central neighborhood of Higienópolis, but soon moved to a lowland site of 50.000 square meters at Pinheiros’ river bank, where it is located until today.

In 1957 two buildings with four classrooms each were built for the Elementary School, as well as a dining hall and the Priest’s Home. In the master plan, these buildings were kept for their historic value, good conservation and architecture, being the work of the architect Roberto Tibau.

In 1960 High School was implemented in a two-storey building, the classrooms on top and offices at ground level.

Until 1974, the Primary School gained 4 individual classrooms, parallel to Orobó Street and called “Canada”. At the school request, these classrooms were kept in the master plan. The party hall was also inaugurated in those days, and later it was enlarged to serve recess. It was called the blue patio because of its floor color, which we kept when designing the new patio.

The demands for additional spaces for Primary School continued, and the “Brother André” building came to exist in 1985, the first on the set to have 2 floors.

Between 1985 and 2007, the combination of growing spatial needs and a lack of global planning resulted in new poor annexes, deteriorating spatial quality.

NOTE ABOUT OUR TRANSLATION
OF THE BRAZILIAN EDUCATIONAL SYSTEM

At the time we worked on this project, the Brazilian educational system was organized as such:

Children up to the age of 5 belonged to “educação infantil” which we translated as “kindergarten”

Children who were 6,7,8,9 and 10 years old belonged to the “ensino fundamental I” which we translated as “primary school I”.

Children who were 11,12, 13 and 14 years old belonged to the “ensino fundamental II” which we translated as “primary school II”.

Children who were 15, 16 and 17 years old belonged to the “ensino médio” which we translated as “high school”.

VISTA AÉREA DA ESCOLA EM 2007 / AERIAL VIEW OF THE SCHOOL IN 2007
MAQUETE ELETRÔNICA DA IMPLANTAÇÃO EM 2007 / 3D MODEL OF SITE PLAN IN 2007

MAPA DE OCUPAÇÃO EM 2007 / OCCUPATION MAP IN 2007

ENSINO FUNDAMENTAL 1 + 2 / PRIMARY AND SECONDARY SCHOOL

ENSINO MÉDIO / HIGH SCHOOL

EDUCAÇÃO INFANTIL / KINDERGARTEN

USO PARA TODOS OS CURSOS / USED BY ALL

MANUTENÇÃO / MAINTENANCE

PLANO DIRETOR

Fomos chamados neste momento, em 2007, para desenvolver um plano diretor baseado nas seguintes diretrizes principais:

1. Construir 30 salas de aula (5 anos x 6 salas por ano)

e os seus espaços de apoio (pátios de recreio, quadras de esporte, administração, sala dos professores, banheiros, refeitório, etc.) para o Ensino Fundamental 1 exclusivamente (crianças de 6 a 10 anos). Na época, o EF1 e o EF2 (crianças de 11 a 15 anos) compartilhavam as mesmas salas em períodos diferentes, de manhã para o EF2 e a tarde para o EF1. A construção das 30 salas era necessária para que os horários das aulas pudessem ser estendidos para período integral, o que inviabilizava o compartilhamento de salas.

2. Reformar o Ensino Fundamental existente mantendo as 24 salas de aula e seus apoios, similares aos do EF1, para o Ensino Fundamental 2.

3. Concentrar as salas de aula de atividades especiais (artes, ciências, musica, etc.) num lugar de acesso fácil para os dois cursos.

4. Manter, ou, se possível, aumentar a área total do solo permeável (áreas verdes e árvores) e manter o campo de futebol existente (ao lado do teatro existente)

5. Estudar soluções para eliminar os alagamentos periódicos do terreno que aconteciam por causa do alagamento da Avenida Arruda Botelho.

6. Eliminar os espaços acanhados que tinham surgido ao longo dos anos através de intervenções parciais com planejamento de curto prazo.

7. Planejar para que todas as obras de reformas e novas construções possibilitassem a continuidade do funcionamento normal da escola.

As diretrizes deixavam claro que as novas construções seriam mais altas, provavelmente Térreo + 1 pavimento, como os edifícios existentes do Colegial, a antiga casa dos padres que abrigava agora a Educação Infantil e o edifício “Irmão André”. Isto permitiria manter a maior área livre para jardins e pátios, mas também criaria uma série de novas conexões entre os pavimentos superiores novos e os existentes.

O levantamento das construções existentes e os primeiros estudos do plano diretor apontaram o edifício "Irmão André" como candidato favorito para abrigar as salas especiais: este prédio já tinha 2 pavimentos, estrutura robusta que possibilitava reforma extensa na planta e estava situado numa extremidade do Ensino Fundamental onde começamos a visualizar um elo de ligação entre o EF1 e o EF2. No desenvolvimento do projeto, esta primeira intuição se confirmou e o prédio foi destinado para as salas especiais.

O levantamento dos níveis do campus mostrou que a proteção contra os alagamentos tinha que ser resolvida de forma global, nas entradas perimetrais. De fato, considerando que muitos edifícios existentes seriam mantidos e não podiam ser sobrelevados, não adiantava sobrelevar os novos prédios, pois ficariam protegidos, mas ilhados, tanto do ponto de vista da água quanto da acessibilidade universal. Assim, foram instaladas comportas nos acessos limítrofes do terreno onde aconteciam os alagamentos. Caixas de retardamento do escoamento da água pluvial para as ruas também fizeram parte das ações de contenção dos alagamentos.

A continuidade dos cursos durante as reformas nos obrigou a considerar soluções construtivas rápidas, mais silenciosas, e a fazer um planejamento criterioso dos canteiros de obra e seus acessos diretos pelas ruas limítrofes. Foi, por exemplo, um dos critérios para a implantação do novo Ensino Fundamental 1.

MASTER PLAN

We were called about this time, in 2007, to develop a master plan based on these main guidelines:

1. To build 30 classrooms (5 years x 6 rooms per year) and its support spaces (recess patios, sports courts, administration, teachers lounge, restrooms, dining hall, etc) exclusively for Primary School. At the time, both Primary (kids from 6 to 10 years-old) and Secondary School (kids from 11 to 15 years), shared the same classrooms in different turns; mornings for Secondary and afternoons for Primary. The construction of 30 classrooms were necessary so that classes could be given full time, which made it impossible to keep on sharing.

2. To renovate the existing Primary School building, keeping its 24 classrooms and annexes, to serve Secondary School.

3. To concentrate the special activities classrooms (arts, science, music, etc) in one place of easy access to both courses.

4. To keep, or, if possible, to increase the total area of permeable soil (green areas and trees) and keep the existing soccer field (next to the existing theater).

5. To study solutions to eliminate periodic flooding, that happened due to the flooding on Arruda Botelho Avenue.

6. Eliminate shy spaces that had arisen along the years through partial interventions of short-term planning.

7. To plan so that all construction works could be done without altering the normal functioning of the school.

The guidelines made it clear that the new buildings would be taller, probably ground level + 1, like the existing buildings for High School, the old Priest’s Home that now housed the Kindergarten and the “Brother André” building. This would allow us to keep most ground free for gardens and patios, but would also create a series of new connections between new and existing top floors.

The existing buildings survey and the first studies for the master plan pointed to Brother André building as being the favorite candidate to house the special activities classrooms: it already had two floors, a robust structure that allowed for extensive layout renovation and it was situated on an extremity of the Primary School building, where we began to visualize a possible connection to the new one. Through the development of the project, this first intuition confirmed itself and the building was then destined to the special activities.

Raising the levels on campus showed us that solving the floods would require a global approach. As a matter of fact, considering that most building would be kept and couldn’t be raised, it wouldn’t work to just raise the new ones, for though they would be protected, they would be isolated, both from the point of view of the water, as from universal accessibility. Therefore, sluices were installed in the border’s access, from where the floods came. Retarding boxes to delay the flux of rain water to the streets were also part of the actions to contain floods.

The necessity for continuity of classes during the works made us consider fast and quiet constructive solutions; we also prepared a detailed plan of the successive construction sites and their access to the streets. This was, for instance, an important criterion for choosing the site for the new Primary School building.

Do livro / From the book: “Les constructions scolaires en France” Michel Lainé

Para mim, tão importante quanto as diretrizes que definiam “o que e como fazer”, foi entender o cotidiano de uma escola com mais de 2000 alunos que estudam diariamente entre 7:00 e 23:00 horas (os alunos do curso supletivo utilizam as salas de aula das 19:00 as 23:00). Era importante entender quais critérios tinham desenhado o ambiente construído e quais compromissos estavam produzindo os “espaços acanhados”.

O nosso “observar” aconteceu de várias formas:

1. Passeios longos na escola ajudaram a identificar as qualidades de algumas construções que as tornavam candidatas para reforma e não demolição, a descobrir vistas e conexões não exploradas, a observar a movimentação das crianças, seus hábitos de agrupamento, seus jogos no recreio, sua utilização dos espaços, etc.

2. Entrevistas formais e informais com diretores, professores e vigilantes mostraram preocupações distintas para cada faixa etária.

3. A análise da grade horária e o estudo de ocupação decorrente para cada hora do dia ajudaram a desenhar o “mapa do barulho”, o que, em parte, direcionou ao posicionamento e orientação das salas de aula e espaços de recreio.

4. Os mapas de cheios e vazios da cronologia das construções complementaram as observações in loco para definir o patrimônio construído a manter.

5. Os mapas de iluminação natural mostraram relações significativas entre “áreas acanhadas” e qualidade da luz. Alem disso, nos deram as diretrizes para a iluminação natural adequada das novas salas de aula. Os brises nos dois prédios do Ensino Fundamental foram desenhados a partir destes mapas.

6. Uma breve pesquisa sobre a história das edificações escolares revelou que havia poucas diferenças significativas entre as salas de aula do século XIX e as atuais: as carteiras, o estrado, a lousa, as janelas generosas mudavam de material, estilo, tecnologia, mas a estrutura da “sala de aula” permanecia a mesma, pelo menos para a maioria das escolas tradicionais. Durante as nossas entrevistas pedimos para os professores apontarem quais eram as qualidades mais importantes nas salas de aula. As respostas foram quase unanimemente em torno do conforto térmico, conforto acústico e boa iluminação.

7. O item da sustentabilidade foi introduzido por nós durante as entrevistas. Apesar da Escola não ter na época uma política clara para o assunto, definimos alguns itens que nos pareceram essenciais, de bom senso e de fácil implantação: os novos edifícios favoreceriam uma inércia térmica máxima que diminuiria o uso do ar-condicionado (já que os estudos de temperatura e umidade relativa mostraram que o nível de conforto térmico desejado não podia ser alcançado só com ventilação natural). A iluminação artificial seria projetada em circuitos distintos de forma a ser regulada manualmente para se adequar à iluminação natural do momento (já que sistemas mais sofisticados de automação não eram comportados no orçamento). O sistema de ar-condicionado foi escolhido em função do seu consumo mínimo ajustado a necessidade do momento. Os materiais utilizados seriam, sempre que possível, escolhidos em função da sua possibilidade de reciclagem, e os pisos externos favoreceriam a permeabilidade. A água foi um item que gerou controvérsia, pois, ao mesmo tempo em que o reuso de águas pluviais era desejável e relativamente fácil de implantar, a Escola era responsável por qualquer contaminação que poderia ocorrer por causa de ingestão de água de reuso. Isto significa que toda a água de reuso teria que ser monitorada permanentemente para não ser ingerida por qualquer adulto ou criança. Este controle se mostrou mais difícil na execução do que parecia a priori e a Escola limitou o reuso de água onde o seu controle podia ser garantido.

As important as the guidelines that defined “what and how to do”, it was for me to understand the daily life of a school of more than 2000 students that frequent it from 7am to 11pm (supplementary education students used the classrooms from 7pm to 11pm). It was important to understand which standards had designed the existing environment and which commitments were creating shy spaces.

Our “observing” happened in many ways:

1. Long walks through the school helped to identify the quality of some buildings, which made them candidate for renovations, instead of demolishing; to discover views and unexplored connections, to observe how kids moved, their habits and clusters, their games during recess, the way they used spaces, etc.

2. Formal and informal interviews with teachers, helpers and principals revealed distinct worries for different age groups.

3. The analysis of the hourly grid and the subsequent occupation study made for each hour of the day helped to draw a “noise map”, which, in part, guided the placement and orientations of classrooms and patios.

4. The figure grounds of the evolution of the buildings complemented the in loci observations that defined which buildings would be kept.

5. The natural lighting maps showed significant relations between “shy” areas and the quality of light. Besides, we were given guidelines for natural lighting in the classrooms. The brises in both buildings were designed based on those maps.

6. A brief research on the history of educational architecture revealed that little has changed between classrooms in the XIX century and the classrooms of today: the desks, stage, the board, the windows, they all changed materials, styles, technology, but the structure of the classroom remained the same, at least for most traditional schools. During our interviews we asked teachers to point out the most important qualities in a classroom. The answers were almost unanimously about thermal and acoustic comfort as well as good lighting.

7. The sustainability item was introduced by us during our interviews. Although the School didn’t have, at the time, a clear policy on this subject, we defined some items that seemed essential, of common sense, and easy implementation: the new buildings would favor maximum thermal inertia, diminishing the use of air conditioning (since temperature and humidity studies showed that the desired thermal comfort level could not be achieved by the solo use of natural ventilation). Artificial lighting would be designed in closed circuits, so it could be managed manually to adapt to the natural lighting of the time (since more sophisticated automated systems were not contemplated in the budget). The air conditioning system was chosen due to its minimal consumption adjusted to the moment’s need. The materials would be, always when possible, chosen by its recycling possibility, and external floors would favor water infiltration. Water was an item that generated controversy, for, at the same time that reuse of pluvial water was desired and relatively easy to implement, the school was responsible for every contamination that could occur due to recycled water ingestion. It means that all reuse water would have to be permanently monitored so as not to be drunk by any adult or child. This control turned out to be harder to implement than it first seemed, and the school decided to limit water reutilization only where monitoring could be guaranteed.

DIAGRAMA DO “BARULHO” – LOCALIZAÇÃO DOS ALUNOS / “NOISE” DIAGRAM – STUDENTS LOCATION

SEGUNDAS-FEIRAS ÀS 7:30h / 7:30AM ON MONDAYS
SEGUNDAS-FEIRAS ÀS 10:00h / 10:00AM ON MONDAYS
SEGUNDAS-FEIRAS ÀS 10:30h / 10:30AM ON MONDAYS
SEGUNDAS-FEIRAS ÀS 15:02h / 15:02PM ON MONDAYS
ESTUDO PARA OS BRISES / STUDIES FOR "BRISE SOLEIL"

DIAGRAMAS INSOLAÇÃO / INSOLATION DIAGRAMS

EQUINÓCIOS / EQUINOXES
SOLSTÍCIO DE INVERNO / WINTER SOLSTICE
SOLSTÍCIO DE VERÃO / SUMMER SOLSTICE

IMPLANTAÇÃO / DESENHO

O Ensino Fundamental 1, com suas 30 salas de aula e apoios, ficou no lugar da manutenção, pois aquela região do terreno era suficientemente grande para o programa, possibilitava acesso direto e independente da obra para a rua e podia ser isolada para minimizar a transmissão do barulho. Alem disso, seria possível interligar o novo prédio às salas de aula especiais do edifício Irmão André, que seria compartilhado pelos dois cursos (EF1 e EF2).

O desenho de duas alas interligadas pela quadra e pelo refeitório trouxe luz natural abundante para todas as salas de aula. A quadra semienterrada permitiu alcançar o pé-direito necessário e liberou a visão do jardim interno.

O Ensino Fundamental 2 foi implantado a partir da definição dos prédios existentes que seriam mantidos e reformados. Os escolhidos eram construções térreas e precisavam ser complementados por 6 salas de aula e os apoios. Projetamos um volume sobrelevado para favorecer a visibilidade dos jardins existentes e criar uma conexão com o pavimento superior do EF1 através do prédio Irmão André. Esta conexão se prolonga do outro lado até a biblioteca através da administração do EF2.

Os carros.
Infelizmente eles são ainda o ator principal da mobilidade no Brasil. Uma grande quantidade de funcionários ainda precisava do carro para chegar à escola, o que transformou parte do campus num grande estacionamento e a rua central (no meio) num divisor da escola. O plano diretor sugeriu a remoção desta rua para unificar as duas partes através de uma grande praça cujo embrião já existia. A praça central tinha muitos dos elementos de uma praça urbana: o prédio da administração (político), a biblioteca (cultura), o ginásio (eventos/esportes). Complementamo-los com uma sorveteria e, futuramente, uma tela de cinema para projeções externas. Os carros foram “enterrados” num estacionamento sob as quadras abertas, ao lado do Ginásio.

SITE PLAN / DRAWING

The Primary School, with its 30 classrooms and annexes, took the place of the maintenance building, because that portion of the lot was big enough for its design program, allowed for independent access during and after works and could be isolated to minimize noise during construction. Besides, it would be possible to connect it to the Brother André building, which would be shared by both Primary and Secondary Schools.

The design of two wings connected by the patio and the court brought natural lighting to all the classrooms. The semi-interred court allowed for the necessary height and freed the view of the internal garden.

The Secondary School building was implemented from the definition of the existing buildings that would be kept and renovated. All chosen ones were ground constructions and needed to be complemented by 6 classrooms and their annexes. We designed an elevated volume to favor visibility of the existing gardens and to create a connection to the top floor of the new Primary School building, through Brother André. This connection reaches out on the other side until the library, through the Secondary school’s administration.

The cars.
Unfortunately, they are still the main actors of mobility in Brazil. A big amount of employees still needed them to get to the school, which turned a great portion of the campus into a parking lot and the main street (at the middle) into a school divider. The master plan suggested the removal of this street to unify both parts through a great square whose embryo already existed. The central square had many elements of a city square: the administration building, the library and the gymnasium. We complemented them with an ice-cream shop and, in the future, a movie screen for external projections. The cars were “buried” in an underground parking lot underneath the open courts, next to the gymnasium.

São Paulo, SP, Brasil
2007
Programação / Plano diretor
Congregação de Santa Cruz
50.000m²
Concluído

Arquitetura e Programação
Aki Dado Arquitetura

Colaboradores
Carla Wagner

Levantamento Topográfico
VPF Topografia

Levantamento Arquitetônico
Aki Dado Arquitetura

Levantamento Arbóreo
Raul Pereira Arquitetos Associados

Maquete Física
Fred Carol Maquetaria

Maquete Eletrônica
Aleksander Marcello Braz

Assessoria Legal
Heloisa Proença e Levisky Arquitetos Associados